Este editor passou todo o governo do então Prefeito Álvaro Dias combatendo, denunciando e enfrentando auxiliares da gestão que promoviam ou eram coniventes com perseguições a servidores nas pastas e autarquias da administração.

Comprei brigas gigantes, articulei na Câmara convocações de secretários para prestar esclarecimentos e o Legislativo liderado pelo então presidente Paulinho Freire sempre se comportou como vanguarda na defesa dos direitos dos servidores e sobretudo das pessoas. 

Tudo isso me custou caro. Ganhei uma fama de brigão que nunca tive.

O Prefeito Paulinho Freire (UB) tem adotado um ritmo próprio em sua gestão, dando autonomia aos secretários e cobrando deles o cumprimento de metas. Nomeados há um ano e onze meses, nomes técnicos e políticos se destacam na gestão pelo zelo com a coisa pública, apresentando resultados importantes aos Natalenses e fazendo a cidade crescer. 

No entanto, o "fazer o trabalho direito" não é salvo-conduto para fechar os olhos para perseguições e tratamento desumano por parte de alguns colaboradores lá do terceiro, quarto ou quinto escalão. 

Talvez àqueles que chegaram no grupo na véspera da vitória, sem conhecer a essência do projeto que se propõs a Cuidar das Pessoas, precisem recalcular a rota e entrar no ritmo do líder da gestão, que se tomar conhecimento, vai reprovar tais condutas.

Eu sei que temos casos isolados em que a vaidade pessoal e o ego permanecem inflados depois de quase dois anos de gestão, mas é hora de acordar, pensar mais na cidade e deixar a promoção pessoal de lado, que inclusive é vedada na administração pública.