O ex-governador Mauro Mendes (União), principal alvo da Operação Heritage deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6) que apura o desvio de R$ 308 milhões, é empresário, engenheiro eletricista e um dos principais nomes da política de Mato Grosso. Ele também disputa uma vaga no Senado nas eleições deste ano.
Em nota, Mauro Mendes informou que "confia nas investigações da Polícia Federal e irá contribuir com tudo que for requerido. Aguarda com naturalidade o desdobramento da investigação, pois acredita que o caso será totalmente esclarecido".
Natural de Anápolis (GO), Mendes se mudou para Cuiabá ainda na adolescência, construiu carreira no setor industrial, foi prefeito da capital e governou o estado entre 2019 e 2026. Em março deste ano, renunciou ao cargo para disputar o Senado.
Após se formar em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Mauro Mendes fundou a Bimetal, empresa especializada na fabricação de torres para telecomunicações. A atuação no setor empresarial o levou à presidência da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e do Sistema Sesi/Senai entre 2007 e 2010. No período, também ocupou a vice-presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Atualmente, é sócio do Grupo Bipar, que reúne empresas nas áreas de metalurgia, energia, engenharia e investimentos.
Operação Heritage
A Operação Heritage, que investiga Mauro Mendes, foi realizada nesta quinta-feira (6) para apurar um suposto esquema de desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos ligados a um acordo entre o Governo de Mato Grosso e uma empresa de telefonia. A investigação apura possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro, uso de informação privilegiada e organização criminosa.
Ao todo, são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, o bloqueio de bens de até R$ 316 milhões, o recolhimento de passaportes e outras medidas cautelares. Segundo as investigações, o dinheiro teria sido desviado por meio de fundos de investimento e empresas usadas para ocultar a origem e a movimentação dos recursos
Via Portal G1


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