A operadora Unimed participou hoje (24) de reunião da Comissão Especial de Inquérito (CEI), na Câmara Municipal do Natal, que investiga denúncias de negativas de atendimento e cobertura a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e esclareceu novas dúvidas acerca dos serviços prestados às famílias atípicas na cidade.
Na ocasião, os membros da CEI questionaram o interesse da empresa em incluir no Termo de Cooperação que está sendo tratado com Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) novos compromissos para resolução de problemas, baseados nas denúncias recebidas pelos parlamentares. A diretora Dina Perez também compareceu à reunião e esclareceu alguns pontos do documento publicado hoje no Diário Oficial do Município.
O presidente da Comissão, vereador Kleber Fernandes (Republicanos), citou alguns pontos levantados pelos parlamentares. “Nós questionamos incluir, por exemplo, a obrigatoriedade das cobranças de coparticipação acontecerem dentro do próprio mês, em exercício, evitando o acúmulo de valores e facilitando o planejamento familiar, assim como o compromisso de abertura de novas clínicas e salas, ampliação da rede conveniada e outras exigências que essa Comissão tem feito no intuito de pactuar o termo de cooperação firmado com o Procon”, disse.
De acordo com o parlamentar, o grupo busca resoluções concretas para melhorias no atendimento às crianças e jovens, bem como o compromisso real das empresas em obedecer o termo, com risco de sanções em caso de descumprimento. "Quanto ao aditivo da Câmara Municipal, esse será submetido antes à nossa diretoria para podermos assinar também. Enfim, temos a intenção, realmente, de cooperar e trazer melhorias para esse tema tão importante", garantiu a gerente jurídica da Unimed Natal, Mirthes Fernandes.
A Humana Saúde, também convocada para a reunião, não enviou representantes, limitando-se a apresentar justificativa por meio de ofício. Diante da ausência, a CEI decidiu por unanimidade encaminhar o caso à Procuradoria da Câmara, solicitando ao Judiciário a condução coercitiva da operadora. “Nós não iremos admitir que esta Comissão fique sem resposta. E traremos a Humana por força de ordem judicial, nos mesmos moldes que a Hapvida compareceu na última reunião da Comissão”, reforçou o presidente.


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